top of page
_BFR4494.jpg

BOAS-VINDAS!

Entre. A casa é sua! 

Muitos bem-te-vis rodeiam a memória desta morada, como se ela fosse o ninho deles. Aqui era o lar de Ormeo Junqueira Botelho (1897-1990), de sua esposa, Dora Müller, e dos seus filhos, Francisco Eduardo, Gilberto, Ivan, Lya e Alice. Hoje, ela é a casa de todos os cidadãos leopoldinenses, dos seus antepassados e dos seus descendentes.

Um desses bem-te-vis corta o azul do céu e rompe o verde das matas vizinhas e da bandeira de Leopoldina. Ele aterrissa no gramado da Praça Félix Martins, ao lado desta casa que você adentra agora. O nome dele é Ormeo. O bem-te-vi Ormeo colhe um graveto no chão da praça, realça o seu voo e aninha-se no galho mais alto de uma árvore do bosque atrás da casa, sobre o anfiteatro e sobre o Espaço Nyagara, nome da fazenda que foi o berço da família Ribeiro Junqueira.

Com o seu peito, nosso bem-te-vi trança e amacia o graveto recolhido nas bordas do ninho que ele constrói nesta árvore, fazendo-o côncavo, íntimo e aconchegante, como o sorriso de Dora e o abraço com que estas paredes e este teto recebem você. Aqui, Ormeo descansa, depois de voar ares afora, cruzar as fazendas da Zona da Mata, correr os seus rios e ter feito girar as turbinas que trouxeram força e luz para cá, dia e noite. 

Sem as águas desses rios e sem esse passarinho, não teríamos, agora, estes ambientes e as suas luzes: o Espaço Lya, os espaços educativos – o Lab Memória, o Observatório Cultural da Mata e o Cineclube Mônica Botelho –, a Sala da Memória e as demais salas, dedicadas a Leopoldina, ao dr. Ormeo e sua família. Nem a reunião dos afetos e a convivência nos Jardins dos Sentidos, no anfiteatro, na intimidade do Espaço Nyagara e no bosque sobre o qual o bem-te-vi descansa agora e saúda você.

Neste abrigo, Ormeo reencontra as suas certezas, a sua origem, a sua história, as suas energias e a sua vocação de alar, ousar e retornar, ontem, hoje e amanhã. Elas estão cifradas nas imagens vivas, nos retratos, nos utensílios, nas estantes da biblioteca, na escrivaninha, nas gavetas, na mesa de jantar, no teto, nas paredes e nas plantas desta casa e deste jardim da memória, dos sonhos e de novos horizontes que são abertos para você. Aqui, o seu presente é reunido com o passado e com o futuro de Leopoldina. Aqui, Ormeo o reencontra e passa a cantar os voos que ele deu, a usina que ele geriu, o café que ele colheu, as obras que ele plantou, os rios que atravessou e os amigos que ele fez e faz, como você. Esta morada reúne todas as águas, todas as terras, todos os ares e todos os pássaros da região.

Feita dos gravetos aí recolhidos, a Casa da Memória acolhe, abraça e aninha você dentro dessa terra, desse céu, dessa família e da história de Leopoldina. As suas certezas e as suas lembranças também podem ser encontradas aqui. Sinta-se você também um pássaro que traz gravetos para este ninho. Ao sair dele, leve-o no galho mais alto do seu coração, da sua memória e da sua imaginação. Voe, meu caro bem-te-vi. Agora, aqui dentro. Depois, lá fora, cruzando a rua, a praça, as matas e o céu leopoldinense. Voemos juntos com Ormeo. Fiat lux, mais uma vez, hoje e sempre.

GRUPO ENERGISA

 

Ao completar 120 anos, o Grupo Energisa renova seu compromisso com a cultura viva do território onde nasceu. Nesta cidade, berço da antiga Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina, o patrocínio à Casa da Memória de Leopoldina fortalece o vínculo com o legado construído, revelando a história da família Ribeiro Junqueira que dialoga com tantas outras trajetórias familiares.

 

Mais do que um espaço de memória, a Casa é resultado da estratégia de sustentabilidade da companhia e ponto de encontro com o futuro – por meio da arte e do sentimento de pertencimento. Um presente para a Zona da Mata mineira e suas próximas gerações.

 

 

FUNDAÇÃO ORMEO JUNQUEIRA BOTELHO

 

Ao apoiar o projeto de criação da Casa da Memória de Leopoldina, a Fundação Ormeo Junqueira Botelho reafirma sua missão de preservar e difundir o patrimônio material e imaterial da Zona da Mata mineira. O espaço acolhe a história da família Ribeiro Junqueira e suas conexões com a cidade e a região, promovendo o diálogo entre gerações e fortalecendo os vínculos afetivos com o território.

 

Ao conectar passado, presente e futuro, a casa onde viveu o Dr. Ormeo Junqueira Botelho – empresário, homem público e cidadão comprometido com Leopoldina – ganha nova função: cultivar memória como identidade e herança viva.

cartela de logo_rev.png
bottom of page